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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Zaquia Jorge

Zaquia Jorge
Zaquia Jorge, atriz, empresária e vedete do teatro de revista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de janeiro de 1924, e faleceu na mesma cidade em 22 de abril de 1957.

Estreou no teatro, como girl, na Companhia de Walter Pinto. Mais tarde, já como vedete, foi para a Companhia Juan e Mary Daniel, no Teatro Follies, em Copacabana. Tornou-se, a seguir, empresária do Teatrinho de Bolso, na Praça General Osório, onde encenou várias peças, em 1951.

Em Madureira, na década de 1950, tornou-se proprietária do único teatro de rebolado do subúrbio carioca, o Teatro de Revista Madureira. Era conhecida como a "Estrela do Subúrbio" e "Vedete de Madureira".

Coragem, simplicidade e pailleté

Na Cia. de Walter Pinto, em 27 de abril de 1945, no Teatro Recreio, estava Zaquia Jorge. A revista era Bonde da Laite, revista política feérica, de Luiz Peixoto e Geysa Bôscoli em 2 atos e 23 quadros que atingiu 200 apresentações, sendo prestigiada por mais de 900 mil pessoas e ressaltada pela crítica jornalística.

Participou, também, como corista da célebre revista Canta, Brasil! de Peixoto, Bôscoli e Paulo Orlando, com estréia em 23 de agosto de 1945. O jornalista Salvyano Cavalcanti, no livro Viva o Rebolado, comenta que nesta revista "despontava Zaquia Jorge, com sua beleza esfuziante".

Dercy Gonçalves também tinha a sua trupe e a moça Zaquia lançou seus sorrisos em trabalhos nesta parceria. Fez parte do elenco da revista Sinhô do Bonfim, de Peixoto e Bôscoli, da Companhia Dercy Gonçalves, com estréia datada de 17 de março de 1947 no Teatro João Caetano. Ainda pela observação de Cavalcanti: "subindo a cada peça de girl a soubrette, vedetinha e, logo, estrela."

Enquanto a Cia. de Dercy continuava suas montagens teatrais, na revista Deixa Falar – estréia 15 de maio de 1947, a mudança ocorreria: o elenco reformulava-se e Zaquia, apoiada por Júlio Leiloeiro, traçava novas metas, outros caminhos, rememorando também que obtinha o apoio da crítica especializada devido a sua simpatia, na qual a elegante moça "fazia cada vez mais admiradores", conforme discorre Cavalcanti em seu livro.

Héber de Bôscoli, sobrinho de Jardel Jércolis e Geysa Bôscoli, trabalhava com o programa Trem da Alegria na Rádio Nacional do RJ, porém resolveu investir no formato revista com muita responsabilidade, empresariando e fundando a Organização Teatral e Cinematográfica LTDA., que se dissolveria depois com o passar dos tempos.

Tendo como primeira revista Quero ver isso de perto... de Luís Iglesias, a Cia. De Héber contratou elenco grandioso: Dercy Gonçalves, Oscarito, Renata Fronzi, Iara Sales, dentre outros. Zaquia estava lá, contratada para compor o elenco, estando no palco com a Revista em cartaz no Teatro Carlos Gomes, de 9 de setembro a 17 de novembro de 1949. A estrela contracenara com Oscarito na charge Camisa e no esquete O rádio, no qual nossa querida artista cantava a Penha em um quadro popular.

Com esse novo panorama no universo da diversão, o Teatro de Revista dividiu-se em superproduções para revistas de grande porte e produções mais sucintas para revistas de bolso, encenadas em pequenas salas em vários bairros no Rio de Janeiro, com 150 a 200 lugares. Eram revistas compactadas, com rica estrutura trazendo novamente uma proximidade entre atores e público, resgatando a cumplicidade existente na revista das décadas anteriores, embora apresentando elementos da modernidade revisteira.

Juan Daniel inaugurou o Teatro Follies em 10 de novembro de 1949 e é chegada a hora da moça Zaquia, de belos olhos, despontar – foi contratada pela companhia e promovida a primeira atriz. Destacava-se com Mesquitinha na peça de estréia do Teatro Follies, em Copacabana, no RJ, na empresa Juan Daniel – Já vi tudo, de Mary Daniel e Floriano Faissal.

Em 1950, Juan Daniel e Jorge Murad escreveram uma revista sobre o carnaval, a liberdade existente nessa festa e a descontração dos foliões. Ele vem aí!... tinha direção de recitativo e danças de Mary Daniel e os atores Zaquia Jorge, Evilásio Marçal, Carmen Lamar, dentre outros no elenco.

A revista ficou em cartaz de janeiro até 12 de fevereiro. Seguindo a temporada do ano no Teatro Follies, aponta Tô de olho, com 21 quadros e 1 ato, com o mesmo elenco da peça anterior, ficando em cartaz de 1º de março até 02 de abril. Ainda na mesma empresa, Zaquia atuou na revista Boa noite, Rio, com texto original distribuído em 18 quadros, de Alberto Flores e outros, tendo músicas de César Siqueira e outros compositores.

A estréia aconteceu em 08 de abril de 1950 e permaneceu em cartaz por 3 semanas. A atriz participou dos quadros Boa noite, Rio, Marido Modelo, Responda Segismunda! A criada fez greve, contracenou com Grande Otelo no quadro O novo rico e participou da apoteose final junto a toda a Companhia.

A Companhia de Juan Daniel avançou a década de 50 encenando muitas revistas, porém com diferenciado foco artístico e inegável faro comercial, tendo Luz del Fuego em seu cast. O diretor e pesquisador teatral Delson Antunes, na obra Fora do Sério observa: "Vivendo um período de grande ascensão em sua carreira, a vedete em breve se desligaria da trupe de Juan Daniel para fundar o próprio teatro em Madureira, levando ao subúrbio muitos espetáculos e artistas (...)"

Embora o Teatro de Madureira tenha se configurado posteriormente, em 1952, com muito trabalho e esforço de Zaquia e seu companheiro Júlio Monteiro Gomes, o Júlio Leiloeiro, anteriormente, em 1951, a moça investiu em uma parceria com o ator Fernando Vilar no Teatro de Bolso, localizado em Ipanema (Rua Jangadeiros nº28 A-B) na Praça General Osório.

Zaquia, trabalhando com a comédia, lutou junto ao Serviço Nacional do Teatro através de várias cartas, pedindo apoio ao órgão para auxílio de temporada iniciada em 30 de março de 1951. Constam em documentação da Cia. 11 peças teatrais, dentre elas, A inimiga dos homens - comédia de R. Praxy, com tradução de J. Ribeiro, com sessões noturnas e uma vespertina aos domingos, dividindo-se a comédia em 3 atos, com a morena Zaquia no papel de Maria Cândida.

As pernas da herdeira, de autoria de "De Leone", com direção artística de Esther Leão, foi outra peça de seu repertório, tendo Zaquia como Margot, seguindo-se, assim, a peça O dote, de Arthur Azevedo, a qual a atriz escolheu montar a rigor, com ares de 1907.

Embora todo o esforço tenha sido empenhado para que a Companhia se mantivesse viva em sua criação e com boa manutenção financeira, seus donos propuseram ao Serviço Nacional do Teatro alugar o teatro para que ele não fechasse suas portas. Zaquia preocupava-se com seus companheiros, já que não queria deixar sem trabalho as pessoas que viviam ali em entrega à arte, sendo que pessoalmente tinha o exato conhecimento da batalha por um fascínio – o teatro.

Paralelamente, materializava-se um grande sonho dela, a construção de um teatro no subúrbio. Zaquia percebeu a carência de oferta de espetáculos para o subúrbio e decidiu que o povo que ali morava também poderia ter acesso ao Teatro de Revista, assim como acontecia no Centro e na Zona Sul - bem estruturado e com excelente qualidade.

Em parceria com Julio Leiloeiro e, com peculiar cuidado e estima a linguagem artística, construiu o prodigioso Teatro Madureira, situado à rua Carolina Machado, 386, em frente à estação de trem do bairro. Neste bairro, trouxe a alegria do espetáculo ao público, o entendimento da arte teatral, estabeleceu a criação de uma platéia em uma região que não era bem agraciada com diversões dessa espécie.

O teatro possuía 450 lugares, 12 camarins e muitos camarotes. Com estréia marcada para 23 de abril de 1952, o teatro inaugurou oficialmente em 30 de abril, com a revista Trem de Luxo, escrita especialmente para sua estréia por Walter Pinto e Freire Júnior, com 22 quadros, tendo como cômico Evilásio Marçal. Zaquia participou dos quadros Dona Boa e Brotinhos, Campanha das donas de casa, Velhos amigos, Existencialismo e a apoteose Exaltação à Bahia.

Inicialmente, Zaquia enfrentou uma platéia totalmente desacostumada a ter um teatro tão próximo e a usufruir desta iguaria. O público ainda não havia descoberto o teatro, isto acarretou problemas de bilheteria, mesmo assim tal circunstância não abalou a moça que, com seu senso de marketing aguçado, empregou estratégias para atrair as pessoas - facilitou o acesso das pessoas ao teatro, reduzindo o preço do convite, divulgando constantemente, deixando pessoas assistirem de graça aos espetáculos.

Zaquia permaneceu investindo junto a Júlio no teatro, além do constante diálogo com o S.N.T., escrevendo cartas e nem sempre obtendo o resultado desejado. Buscava apoio das entidades, ajuda financeira para melhor realizar o seu trabalho, pedidos de reavaliação de tarifas pelos direitos autorais das músicas a serem utilizadas nas montagens da empresa, embora sempre tenha tido que segurar firmemente as rédeas financeiras de seu sonho.

Em 1952, constavam na Companhia Zaquia Jorge 17 artistas e, em 1955, 12 artistas e 14 girls, dentre todos, Salúquia Rentini e Carmen Lamar. A atriz fazia questão de fomentar a montagem de peças de autores e compositores nacionais e, juntamente ao cotidiano do teatro, com esforço esmerado, funcionava uma escola para jovens artistas, dando oportunidade aos novos artistas, lá aprendiam representação, canto e coreografia. Muitos por ali passaram e seguiram desenvolvendo trabalhos em outros teatros como Gloria May, Lia Mara, dentre outros.

Avançando a década de 50, o número de peças existentes em revista, oscilava. Apesar da alastrada afeição que a televisão e as telenovelas causaram na população, a revista caminhava, estrelando os palcos cariocas. Ronaldo Grivet, autor da peça A vedete do subúrbio, feita para homenagear Zaquia, conta-nos em sua pesquisa, que o teatro passou a ser o mais freqüentado da cidade, com carros vindos de todos os bairros, e que se prezava pelo uso do duplo sentido nas peças – elemento original do gênero – não eram utilizados palavrões ou assuntos como bebida e tóxico, raramente inseria tipos políticos e destacava a alegria. Teatro de boas intenções, de verdadeira feitura na Arte – esta era a esfera do Madureira e a Companhia Zaquia Jorge.

Em 1953, algumas revistas se destacaram, dentre elas, montagens do Teatro Madureira – Ajuda teu Irmão, Chegou o Guloso, com a grande cantora Aracy Cortes – dama da voz e dos palcos - em participação especial, A galinha comeu, O baixinho é menor e Tá na hora.

Além das obras citadas, o palco do Teatro Madureira projetou as seguintes peças: O negócio é rebolar, Confusão na Arena, Macaco, olha o teu rabo, Tira do dedo do pudim, Bota o Café no fogo, Boca de espera, Vê se me esquece, Pintando o sete, Satélite de Mulheres, Garoto Enxuto, Mengo, tu és Meu, Vai levando, Curió, Tudo é lucro, O pequenino é quem manda, Vamos brincar, Vira o disco, Banana não tem caroço, Alegria do Peru, Sacode a jaca, Mistura e manda, Tudo de fora, Você não gosta.

Zaquia foi homenageada com os sambas Zaquia Jorge – vedete do subúrbio - estrela de Madureira, de Avarese, sendo tema da Escola de Samba Império Serrano, em 1975 e Madureira Chorou, de Carvalhinho e Júlio Leiloeiro, e uma peça A vedete do subúrbio, de Ronaldo Grivet e José Maria Rodrigues.

Madureira chorou

Zaquia Jorge teve morte trágica, na praia da Barra da Tijuca, quando tomava banho de mar em companhia de várias outras artistas. Era comum as vedetes se bronzearem 'al natural' na Barra, por ser uma praia deserta na época. A edição do jornal O Globo de 23 de abril de 1957 assim noticiou a morte de Zaquia Jorge:

"Rapidamente, a notícia foi propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também foi grande o número de curiosos que acorreu.

Quando um guarda-vidas retirou, do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída, sem poder ajudá-la.

Afinal, cansada e desanimada, Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."

"Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às 16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira, em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita. Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito respeito.

No palco, no alto, por cima do caixão de Zaquia Jorge, havia um grande quadro de São Jorge. A artista morrera na véspera do dia consagrado ao santo. Ontem fazia cinco anos que inaugurara seu teatro, com a peça Trem de luxo, de Válter Pinto e Freire Júnior. 

Sobre uma fileira de dez cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu último adeus a Zaquia Jorge..."

Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.

Madureira chorou (samba, 1958) - Carvalhinho e Julio Monteiro (marido de Zaquia)

Madureira chorou,  /  Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino,  / Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.

Gente modesta,  /  Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio,  / Se alguém os menosprezar,
Aquela gente,  /  Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte,  / Da estrela do lugar.

Filmografia

Sob a Luz de Meu Bairro (1946); Fantasma por Acaso (1946); Caídos do Céu (1946), Pinguinho de Gente (1949), A Serra da Aventura (1950), Aguenta Firme, Isidoro (1951), A Baronesa Transviada (1957).

Fontes: Wikipédia - Zaquia Jorge; inmemorian - Zaquia Jorge; João do Rio - Zaquia Jorge – coragem, simplicidade e pailleté; MPB CIFRANTIGA - Músicas e cifras; Jornal O Globo (23 de abril de 1957).
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Deborah Kerr

Deborah Kerr (Deborah Jane Kerr-Trimmer), atriz, nasceu em Helensburgh, Escócia, em 30/09/1921, e faleceu em Suffolk, Inglaterra, em 16/10/2007). Recebeu um Oscar honorário por sua carreira, que sempre representou perfeição, disciplina e elegância. Foi homenageada pela Rainha do Reino Unido com a Ordem do Império Britânico.

Originalmente treinada como dançarina de balé, teve sua primeira apresentação no palco em 1938, no Sadler's Wells. Depois de mudar de carreira, encontrou sucesso como atriz.

Sua estréia no filme britânico Contraband em 1940 terminou no chão da sala de edição. Mas a isso se seguiu uma série de outros filmes, incluindo um papel triplo no filme The Life and Death of Colonel Blimp, de Michael Powell e Emeric Pressburger. Mas foi seu papel como uma freira com problemas em Narciso Negro, dos mesmos diretores, em 1947, que chamou a atenção dos produtores de Hollywood.

Suas maneiras e sotaque britânicos conduziram a uma sucessão de papéis em que representava honoráveis, dignas, refinadas e reservadas senhoras inglesas. Contudo, Kerr freqüentemente aproveitava uma oportunidade para descartar seu exterior tão reservado. No filme de aventuras As Minas do Rei Salomão, de 1950, filmado em locações na África com Stewart Granger e Richard Carlson, ela impressionou as audiências com tanta sexualidade e vulnerabilidade emocional que trouxe novas dimensões para um filme de ação orientado para o público masculino.


Como Karen (foto acima) em A um Passo da Eternidade (From Here to Eternity), de 1953, ela recebeu a indicação para o Oscar de Melhor Atriz. O American Film Institute reconheceu o caráter icônico da cena do beijo entre ela e Burt Lancaster numa praia do Havaí, no meio das ondas. A organização colocou o filme na lista dos "Cem mais românticos filmes" de todos os tempos.

Kerr recebeu o Globo de Ouro de melhor atriz de comédia/musical de 1957 com o filme O Rei e Eu, com Yul Brynner.

Morreu em Suffolk, na Inglaterra, por problemas decorrentes do Mal de Parkinson, deixando viúvo Peter Viertel, seu marido durante mais de 47 anos.

Filmografia

* Contraband (filme) (1940)
* Major Barbara (1941)
* Love on the Dole (1941)
* Hatter's Castle (filme) (1941)
* Courageous Mr. Penn (1941)
* The Day Will Dawn (1942)
* The Life and Death of Colonal Blimp (1943)
* Perfect Strangers (filme) (1945)
* The Adventuress (1946)
* If Winter Comes (1947)
* Black Narcissus (1947)
* The Hucksters (1947)
* Edward, My Son (1949
* Please Believe Me (1950)
* King Solomons' Mines (1950):
* Quo Vadis (1951) (1951)
* The Prisoner of Zenda (1952)
* Young Bess (1953)
* Thunder in the East (1953)
* Julius Caesar (1953)
* Dream Wife (1953)
* From Here to Eternity (1953)
* The End of the Affair (1955) (1955)
* Tea and Sympathy (1956)
* The Proud and the Profane (1956)
* The King and I (1956)
* Heaven Knows, Mr. Allison (1957)
* An Affair to Remember (1957)
* Bonjour Tristesse (1958)
* Count Your Blessings (1959) (1959)
* Beloved Infidel (1959)
* The Journey (1959)
* The Sundowners (1960)
* The Grass Is Greener (1960)
* The Innocents (1961) (1961)
* The Naked Edge (1961)
* The Night of the Iguana (1964)
* The Chalk Garden (1964)
* Marriage on the Rocks (1965)
* The Eye of the Devil (1967)
* Casino Royale (1967)
* Prudence and the Pill (1968)
* The Gypsy Moths (1969)
* The Arrangement (1969)
* Witness for the Procution (1982) (TV)
* A Woman of Substance (1983) (TV)
* Reunion of Fairborough (1985) (TV)
* The Assam Garden (1985)
* Hold the Dream (1986) (TV)

Fonte: Wikipedia.
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Audrey Hepburn, a bonequinha de luxo

Audrey Hepburn (Audrey Kathleen Ruston), atriz, modelo e humanista, nasceu em Ixelles, Bélgica, em 4/5/1929, e faleceu em Tolochenaz, Suiça, em 20/1/1993. É considerada um ícone de estilo e a terceira maior lenda feminina do cinema de acordo com o American Film Institute. Tornou-se um dos poucos artistas a conseguir ganhar as maiores honras de cada arte hollywoodiana: Tony (teatro), Oscar (cinema), Grammy (música) e Emmy (televisão).

Era a única filha de Joseph Anthony Ruston (um banqueiro britânico-irlandês) e Ella van Heemstra (uma baronesa holandesa). Seu pai anexou o sobrenome Hepburn, e Audrey se tornou Audrey Hepburn-Ruston.

Seus pais se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Para manter a jovem afastada das brigas familiares, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé. Todavia, em 1939 estouraria a Segunda Guerra Mundial, e a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. A mãe de Audrey decidiu então levá-la para viver na Holanda, país neutro que - ela imaginava - não seria invadido pelos alemães. Os protestos de Audrey não foram suficientes: a menina queria continuar na Inglaterra, mas a mãe temia que cidade de Londres fosse bombardeada. Além disso, as viagens estavam escassas, e a baronesa temia ficar muito tempo sem ver a filha.

A situação na Holanda foi bem diferente da planejada. Com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de privações. Audrey teve muitas vezes de comer folhas de tulipa para sobreviver. Envolvida com a Resistência, muitos de seus parentes seriam mortos na sua frente. Ela participaria de espetáculos clandestinos de balé para angariar fundos e levaria mensagens secretas em suas sapatilhas. Anos mais tarde recusaria o papel de Anne Frank no cinema.

Com o fim da Guerra, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na escola de dança Marie Lambert. Mas, como era alta demais e não tinha talento para tornar-se uma bailarina, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para sustentar a família.

Foi neste ponto que decidiu investir em outra área: a atuação. Sua estreia foi no documentário Dutch in Seven Lessons, seguido por uma série de pequenos filmes. Em 1952, viajou para a França para a gravação de Montercarlo Baby, e foi vista no saguão do hotel em que estava hospedada com o elenco pela escritora Collette. Naquele momento, Collette trabalhava com a montagem para a Broadway da peça Gigi, cujo papel-título ainda não tinha intérprete. Encantada com Audrey, decidiu que ela seria a sua Gigi.

As críticas para Gigi não foram de todo favoráveis, mas era opinião geral que aquela desconhecida que interpretava o papel principal era destinada ao sucesso.

Pouco tempo após o encontro com Collette, Audrey participou de uma audição para o filme A Princesa e o Plebeu. Encantado com a atriz, o diretor William Wyler escalou-a para viver a Princesa Ann, dividindo a cena com Gregory Peck, que também surpreendeu-se com o talento da companheira. O sucesso da produção foi também o de Audrey. Hollywood amou-a imediatamente e a agraciou com o Oscar de Melhor Atriz.


Três dias após a cerimônia do Oscar, recebeu o Tony por sua atuação em Ondine. A peça fora uma sugestão de Mel Ferrer, por quem se apaixonaria durante a temporada na Broadway. Os dois foram apresentados por Gregory Peck em uma festa em 1954 e se casaram em setembro daquele ano. Audrey também faria Sabrina, que rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar.

O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceria em 1960. Mas as coisas não foram fáceis até aquele momento: Audrey sofreu diversos abortos. A atriz queria mais do que tudo ser mãe, e as gravidezes falhadas deixaram-na extremamente deprimida. Para animar a esposa, Mel sugeria que trabalhasse. Eles gravaram juntos Guerra e Paz, e ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar e afastou qualquer dúvida sobre seu talento) e um faroeste (O passado não perdoa).

Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar Bonequinha de Luxo, em um papel que a transformaria em um ícone e pelo qual seria lembrada para sempre. Por viver a prostituta de luxo Holly Golightly ela receberia sua quarta indicação ao Oscar. Pouco tempo depois filmou Infâmia, Charada e Quando Paris alucina.

Em 1963, recebeu o papel principal do musical My fair lady, o da vendedora de flores Eliza Doolittle. Entretanto, a voz de Audrey não foi utilizada durante as canções, sendo dublada. Isso deixou a atriz extremamente aborrecida e fez com que abandonasse as gravações por um dia. Audrey não foi indicada ao Oscar por esse papel - fato que até hoje é considerado uma injustiça - devido à dublagem e também pela não-escolha de Julie Andrews (que interpretara Eliza na Broadway) para o papel. Andrews ganharia o Oscar daquele ano por seu papel em Mary Poppins.

Em seguida gravaria Como roubar um milhão de dólares, Um caminho a dois e Um clarão nas trevas, este último dirigido por seu esposo em uma falha tentativa de salvar seu casamento. Audrey Hepburn e Mel Ferrer se divorciaram em dezembro de 1968.

Ela decidiu parar de atuar e se casaria novamente apenas seis semanas após o divórcio, com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que conheceu em um iate. Audrey deu a luz a seu segundo filho, Luca Dotti, em 1970. O casal morou por um ano em Roma, para sem seguida a atriz ir viver na Suíça com os dois filhos.

Decidiria voltar a atuar em 1976, estrelando Robin e Marian. Três anos mais tarde retornaria à cena em A herdeira.

Pediu o divórcio em 1980 e o processo se formalizou em 1982. Neste período, gravou Muito riso e muito alegria, e no fim das filmagens conheceu Robert Wolders. Tornaram-se grandes amigos e viveram juntos até a morte de Audrey.

Em 1987 deu início a seu mais importante trabalho: o de Embaixatriz da Unicef. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida. Ela passaria o ano de 1988 viajando, viagens estas que foram facilitadas por seu domínio de línguas, pois falava fluentemente francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol.

Em 1989 faria uma participação especial como um anjo em Além da eternidade. Este seria seu último filme. Audrey passaria seus últimos anos em incansáveis missões pela Unicef, visitando países, dando palestras e promovendo concertos com causas.

Em 1993 foi diagnosticada com câncer de apêndice, que espalhou-se para o cólon. Faleceu às 7 horas da noite de 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos.

No ano de 2000 foi lançado o filme The Audrey Hepburn Story, uma homenagem a Audrey que gerou críticas da mídia e de fãs, devido à escolha de Jennifer Love Hewitt para o papel principal. O anime REC, faz muitas referências à Audrey Hepburn, inclusive sua personagem principal (Onda Aka) é sua fã declarada, e sonha em um dia ter uma voz como a dela. Além disso, todos os episódios tem nomes baseados em seus filmes.


Filmografia

* 1948 - Dutch in Seven Lessons (documentário)
* 1951 - Monte Carlo Baby
* 1951 - Laughter in Paradise
* 1951 - One Wild Oat
* 1951 - O mistério da torre (The Lavender Hill Mob) (1951)
* 1951 - Young Wives' Tale
* 1952 - The Secret People
* 1952 - We Will Go to Monte Carlo (versão francesa de Monte Carlo Baby)
* 1953 - A princesa e o plebeu
* 1954 - Sabrina
* 1956 - Guerra e paz
* 1957 - Cinderela em Paris
* 1957 - Amor na Tarde
* 1959 - A flor que não morreu
* 1959 - Uma cruz à beira do abismo
* 1960 - O passado não perdoa
* 1961 - Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de luxo no Brasil, Boneca de luxo em Portugal)
* 1961 - Infâmia
* 1963 - Charada
* 1964 - Quando Paris alucina
* 1964 - My Fair Lady
* 1966 - Como roubar um milhão de dólares
* 1967 - Um caminho para dois
* 1967 - Um clarão nas trevas
* 1976 - Robin e Marian
* 1979 - A herdeira
* 1981 - Muito riso e muita alegria
* 1989 - Além da eternidade

Prêmios

As impressões da mão de Audrey Hepburn em frente do Great Movie Ride no parque Walt Disney World.
Estrela de Audrey Hepburn na Hollywood Walk of Fame.

Oscar

* 1993 - Prêmio Humanitário Jean Hersholt (homenagem póstuma)
* 1954 - Melhor Atriz (principal) por A princesa e o plebeu

Tony

* 1954 - Melhor Atriz por Ondine
* 1968 - Prêmio especial por sua carreira

Grammy

* 1993 - Melhor álbum de histórias para crianças por Audrey Hepburn's Enchanted Tales (póstumo).


Emmy

* 1993 - Melhor performance individual num programa informativo por Gardens of the World (póstumo).

Além de ter ganho os maiores prêmios de cada área do entretenimento, Audrey Hepburn também ganhou outros prêmios importantes do cinema, como:

BAFTA

* 1965 - Melhor Atriz por Charada
* 1960 - Melhor Atriz por Uma cruz à beira do abismo
* 1954 - Melhor Atriz por A princesa e o plebeu

Globo de Ouro

* 1990 - Prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra
* 1955 - Atriz favorita do mundo
* 1954 - Melhor Atriz (filme dramático) por A princesa e o plebeu

SAG

* 1993 - Prêmio pelo conjunto de sua obra

Fonte: Wikipedia.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O glamour de Carroll Baker

A atriz Carroll Baker (Karolina Piekarski) nasceu em Johnstown, Pennsylvania, em 28 de maio de 1931. Descendente de poloneses era filha de um vendedor ambulante. Frequentou a faculdade local durante um ano, abandonando para seguir carreira como dançarina.

Após um rápido casamento, fez uma pequena participação em Easy to Love (1953), comerciais de tv e peças da Broadway.

Estudou no Actors Studio. Loira, foi uma das atrizes colocadas para rivalizar com a bela Marilyn Monroe.

Casou-se com o diretor Jack Garfein, com quem teve uma filha, Blanche Baker. Em 1982 casou-se com Donald Burton.

Dentre seus filmes de destaque, podemos citar Giant (1956), Baby Doll (1956), The Carpetbaggers (1964) e Harlow (1965).

Carroll também fez filmes na Espanha, Alemanha, México e Inglaterra. Teve inúmeras brigas com a Warner Bross e ela se negou a fazer alguns filmes para a companhia, dentre estes, Devil's Disciple (1959).


Filmografia

•  Another Woman's Husband (2000) (TV)
•  Nowhere to Go (1998)
•  Heart Full of Rain (1997) (TV)
•  The Game (1997)
•  North Shore Fish (1997) (TV)
•  Skeletons (1997) (TV)
•  Rag and Bone (1997) (TV)
•  La signora della città (1996) (TV)
•  Dalva (1996) (TV)
•  Im Sog des Bösen (1995)
•  A Kiss to Die For (1993) (TV)
•  Men Don't Tell (1993) (TV)
•  Judgment Day: The John List Story (1993)
•  Jackpot (1992)
•  Gipsy Angel (1992)
•  Blonde Fist (1991)
•  Kindergarten Cop (1990)
•  Ironweed (1987)
•  On Fire (1987) (TV)
•  Native Son (1986)
•  What Mad Pursuit? (1985) (TV)
•  Hitler's S.S.: Portrait in Evil (1985) (TV)
•  The Secret Diary of Sigmund Freud (1984)
•  Red Monarch (1983) (TV)
•  Star 80 (1983)
•  The Watcher in the Woods (1980)
•  Las flores del vicio (1979)
•  The World Is Full of Married Men (1979)
•  Bad (1977)
•  Zerschossene Träume (1976)
•  La moglie di mio padre (1976)
•  Ab morgen sind wir reich und ehrlich (1976)
•  La moglie vergine (1975)
•  Lezioni private (1975)
•  Il corpo (1974)
•  Il fiore dai petali d'acciaio (1973)
•  Baba Yaga (1973)
•  Il coltello di ghiaccio (1972)
•  Il diavolo a sette facce (1971)
•  Captain Apache (1971)
•  La última señora Anderson (1971)
•  Paranoia (1970)
•  Così dolce... così perversa (1969)
•  Orgasmo (1969)
•  Il dolce corpo di Deborah (1968)
•  L'harem (1967)
•  Harlow (1965)
•  Mister Moses (1965)
•  The Greatest Story Ever Told (1965)
•  Cheyenne Autumn (1964)
•  The Carpetbaggers - Os Insaciáveis (1964)
•  Station Six-Sahara (1962)
•  A Conquista do Oeste (1962)
•  Something Wild (1961)
•  Bridge to the Sun (1961)
•  The Miracle (1959)
•  Beijos que não se esquecem (1959)
•  The Big Country (1958)
•  Baby Doll - Boneca de carne (1956)
•  Assim Caminha a Humanidade (1956)
•  Fácil de Amar (1953)

Fonte: Wikipedia; Carroll Baker - Cinema Clássico.
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A sensual Luciana Paluzzi

Luciana Paluzzi, atriz, nasceu em Roma, Itália, em 10 de junho de 1937, e é mais conhecida como a sensual vilã Fiona Volpe de 007 contra a Chantagem Atômica / 007 - Operação Relâmpago, de 1965, o filme de maior sucesso de bilheteria de toda a série de James Bond.

Seu primeiro trabalho no cinema foi uma participação sem crédito num filme romântico de 1954, aos 17 anos de idade. Nos anos 50 e início da década seguinte participou de diversos filmes, a maioria deles italianos, notadamente em papéis coadjuvantes. Em seus primeiros trabalhos foi creditada como Luciana Paoluzzi.

Apesar de ter um grande currículo no cinema antes e depois de seu encontro com Bond, Luciana é mais conhecida do publico em geral como a sexy e letal 'Fiona Volpe', de 007 contra a Chantagem Atômica. Ela fez testes para o papel de Domino Derval, a bond girl principal do filme, no que acabou sendo dado à francesa Claudine Auger. Paluzzi ficou arrasada em não conseguir o papel, mas teve seu consolo como 'Volpe', a bad girl, que mais tarde declarou ser mais divertida de viver.

Anos depois, Luciana admitiu que o papel de bond girl no cinema é uma faca de dois gumes para atrizes. Ela ficou agradecida pela fama, o reconhecimento popular e o status de celebridade mundial que o filme lhe deu nos anos 60, mas como resultado disso, reconheceu que participando deste tipo de filme, tão surreal e popular, lhe fez não ser levada a sério como atriz por seus pares, perdendo a oportunidade de trabalhar com cineastas mais respeitados, encerrando sua participação nas telas em 1978, depois de participar de vários filmes europeus de segunda linha.

Casada desde 1980 com Michael Solomon, ela vive atualmente em Bel Air, Los Angeles, Califórnia, EUA.

Fonte: Wikipedia.
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A bela Joan Collins

Joan Collins (Joan Henrietta Collins), atriz e escritora, nasceu em Paddington, Londres, Inglaterra, em 23/5/1933. Ficou famosa ao interpretar o papel de Alexis Carrington na série de televisão americana "Dynasty".

Filha de uma professora de dança e de Joseph William Collins (morto em 1988), um agente de estrelas da música, Joan tinha ascedência sul-africana. Além da irmã, a escritora Jackie Collins, Joan também tem um irmão, Bill Collins.

Aos 17 anos, Collins assincou contrato com a companhia de J. Arthur Rank, um estúdio britânico.

Em 1951, ela estreou nas telas em "Lady Godiva Rides Again" e em 1952 ela estrelou em "I Believe in You". Em seguida assinou com a 20th Century Fox em contraposto à Elizabeth Taylor na MGM.

Collins era popular como pin-up nas revistas inglesas nos anos 50 e 60. Fez notáveis participações em seriados americanos de TV, como "Batman", "Mission: Impossible", "Police Woman" e "Star Trek".

Nos anos 70, Collins fez diversos filmes, que foram sucesso na Inglaterra, os mais rentáveis desde a série de James Bond.

Em 1981, Collins aceitou o papel na novela "Dynasty" (1981-1989), interpretando a ex-mulher de um magnata (John Forsythe). Tal papel a lançou novamente ao estrelato e suecesso como um poderoso símbolo sexual e ícone da independência.

Em 1985, a novela alcançou o primeiro lugar no ibope americano e Collins também se tornou a atriz mais bem paga da TV e permaneceu na série até seu final em 1989.

Foi indicada seis seguidas vezes ao Golden Globe por este papel (1982 a 1987), ganhando em 1983. Devido a sucesso de "Dynasty", Joan começou a produzir e estrelar minisséries da CBS em 1986.

Nos anos 90, fez várias participações em séries americanas. Em 1994, lançou seu primeiro vídeo de exercícios físicos, "Joan Collins Personal Workout".

Foi casada cinco vezes, a primeira com o ator Maxwell Reed (1952 a 1956), depois namorou com Sydney Chaplin, filho de Charlie Chaplin e com Arthur Loew Jr.

Atualmente, trabalha como escritora e empresária.

Fontes: Wikipedia; http://belasatrizesdomundo.blogspot.com.
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Leila Diniz quebrando tabus

Leila Diniz
Leila Diniz (Leila Roque Diniz), atriz, nasceu em Niterói, RJ, em 25/3/1945, e faleceu em Nova Delhi, Índia, em 14/7/1972. Passou a maior parte de sua vida em Niterói. Depois formou-se em magistério e foi ser professora de jardim de infância num subúrbio carioca.

Aos dezessete anos de idade conheceu o seu primeiro amor: o cineasta Domingos Oliveira e casou-se com ele. O relacionamento durou apenas três anos. Foi nesse momento que surgiu a oportunidade de trabalhar como atriz.

Primeiro estreou no teatro e logo depois passou a trabalhar na Globo fazendo telenovelas. Mais tarde, casou-se com o moçambicano e diretor de cinema, Rui Guerra, com quem teve uma filha, Janaína.

Participou de quatorze filmes (que quase não são exibidos), doze telenovelas e muitas peças teatrais. Ganhou na Austrália o premio de melhor atriz com o filme Mãos Vazias.

Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil, escandalizou ao exibir a sua gravidez de biquine sem nenhum pudor, e chocou o país inteiro ao proferir a frase: " Trepo de manhã, de tarde e de noite".

Era uma mulher a frente de seu tempo, ousada e que detestava convenções. Foi invejada e criticada pela sociedade machista das décadas de sessenta e setenta. Era mal-vista pela direita opressora, difamada pela esquerda ultra-radical e tida como vulgar pelas mulheres de sua época.


Além de ser jovem e bonita, Leila era uma mulher de atitude. Falava de sua vida pessoal sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento Concedeu diversas entrevistas marcantes à imprensa, mas a que causou um grande furor no país foi a entrevista que deu ao Pasquim em 1969. Nessa entrevista, ela a cada trecho falava palavrões que eram substituídos por asteriscos, e ainda disse: 

"Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo". 

Nos dias atuais, essa frase soaria mais que normal aos nossos ouvidos, mas é preciso lembrar que Leila a proferiu numa época em que se defendia cegamente a " a moral e os bons costumes".

O exemplar mais vendido do Pasquim foi justamente esse onde houve a publicação da entrevista da atriz carioca. E foi também após essa publicação que foi instaurada a censura prévia à imprensa, mais conhecida como Decreto Leila Diniz. Perseguida pele polícia política, Leila ficou escondida na casa do colega de trabalho e apresentador Flávio Cavalcanti.

Morreu num desastre de  no dia 14 de julho de 1972, aos vinte e sete anos, no auge de sua fama, quando voltava de uma viagem a Austrália. Um primo e advogado se dirigiu à Nova Delhi, Índia, local do desastre, para tratar da morte da atriz. Acabou encontrando um diário onde continha diversas anotações e uma última frase, que provavelmente estava se referindo ao acidente: " Está acontecendo alguma coisa muito es..."

Leila Diniz, "A Mulher de Ipanema", defensora do amor livre e do prazer sexual é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina ocorrida na década de sessenta.

Fontes: Wikipedia; Legado / Leila Diniz / Biografia. 
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nossa pequena Virgínia Lane

A pequenina Virgínia Lane que encantou muitos.
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Dercy no teatro de revista

A nossa querida,  desbocada e saudosa Dercy Gonçalves lindona na fotinha…
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Elvira Pagã

Elvira, vedete dos teatros de revista na década de 50, um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro, foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Com seu corpo perfeito para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade, promoveu Copacabana internacionalmente e foi a primeira Rainha do Carnaval Carioca. Veio a ser a primeira mulher a usar biquíni no Brasil: um dia, na praia de Copacabana, ela rasgou o maiô (pelo que consta, feito de um tecido de penugem dourada) e o adaptou ao modelo de duas peças, que só se usava no teatro rebolado, chegando a ficar conhecida fora do Brasil por isso.

Elvira Pagã (Elvira Cozzolino), cantora, atriz, vedete e compositora, nasceu em Itararé/SP em 6/9/1920 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 8/5/2003. Sua família mudou para o Rio de Janeiro quando ela ainda era criança. Estudou com a irmã, Rosina Pagã, no colégio Imaculada Conceição em Botafogo.

Realizava com sua irmã inúmeras festas das quais participavam inúmeros artistas entre os quais os integrantes do Bando da Lua. Em 1935 cantaram com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, sendo apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs.

Atuaram na Rádio Mayrink Veiga. Ao todo Elvira gravou 13 discos com a irmã. Em 1935, atuaram no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1936, no filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Ainda com a irmã, excursionou por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile. Em 1940, casou-se e encerrou a dupla com a irmã.

O mito sexual

Vedete dos teatros de revista na década de 50, um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro. Foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Com seu corpo perfeito para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade, promoveu Copacabana internacionalmente e foi a primeira Rainha do Carnaval Carioca.

Elvira Olivieri Cozzolino expunha o corpo e idéias bastante avançadas para os anos 50 e veio a ser a primeira mulher a usar biquini no Brasil. Era uma figura muito divertida, como se pode ver ainda hoje nas chanchadas de que ela participou, algumas bem conhecidas como "Carnaval no Fogo", e, principalmente, ousadíssima pra época. Um dia, na praia de Copacabana, ela rasgou o maiô (pelo que consta, feito de um tecido de penugem dourada) e o adaptou ao modelo de duas peças, que só se usava no teatro rebolado, chegando a ficar conhecida fora do Brasil por causa disso.

Fez oito filmes ao todo, entre eles O Bobo do Rei (1936), Cidade-Mulher (1936), Alô, Alô Carnaval (1936), Dominó Negro (1939), Laranja-da-China (1940), Carnaval no Fogo (1949), Aviso aos Navegantes (1950) e Écharpe de Seda (1950). Rainha do Carnaval durante muitos anos ao longo da década de 50, instituiu o erotismo nos bailes quentes da época, tipo Boate Arpège, Cassino Icaraí. Foi também a primeira a fazer plástica nos seios. Posou nua e distribuiu a foto como cartão de Natal. No auge da carreira, lançou um livro chamado "Elvira Pagã - Vida e Morte".

Casou-se aos 13 anos com um homem de 39 e vivia num apartamento em Copacabana, sustentada pela irmã viúva de um milionário americano. Excursionando por todo o Brasil e conhecida no exterior como The Original Bikini Girl e The Brazilian Buzz Bomb, Elvira não desistia de afrontar a moral, provocando verdadeiras enchentes nos cabarés e teatros de rebolado. Depois de operar os seios, posou nua e distribuiu a fotografia como cartão de Natal, reafirmando-se como sinônimo de escândalo, atentado ao pudor, imoralidade. Por seus atributos físicos e audácia provocou incontáveis e devastadoras paixões, confessando numa de suas últimas entrevistas: “Foi uma orgia só”.

O perigoso bandido Carne Seca forrou a sua cela com fotos dela, e numa em que a vedete encosta-se numa pele de onça, lia-se a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”. Desesperado, o marginal tentou fugir da prisão inúmeras vezes. Nos anos 60 ela se recolheu, como faria Odete Lara na década seguinte. Saiu da vida artística e da vida social. Dizia não precisar de amantes e se intitulava sacerdotisa, ligada a discos voadores e à Atlântida, criando uma seita, Doutrina da Verdade. Rita Lee, que fez uma música chamada "Luz del Fuego", no tempo do Tutti Frutti, fez depois, com o Roberto de Carvalho, uma outra chamada "Elvira Pagã". Elvira faleceu aos 80 anos, em 8 de maio de 2003.

Fontes: Memorial da Fama - Elvira Pagã.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

A princesa Grace Kelly

Grace Kelly, a diva eterna do cinema, viveu o que pode ser definido como um conto de fadas. Atriz bem-sucedida na sétima arte, tendo no currículo trabalhos com o grande cineasta Alfred Hitchcok, ela virou princesa de Mônaco e manteve-se no centro das atenções até sua trágica morte, num acidente de carro.

Grace (Grace Patricia Kelly) nasceu na Filadélfia, EUA, em 12 de novembro de 1929, e faleceu em Mônaco, em 14 de setembro de 1982. Depois de alguns trabalhos como modelo, estreou na Broadway em 1949. Em 1951, aos 22 anos, ela estreou no cinema com Fourteen Hours.

Grace na Jamaica - 1954
Demorou pouco para que a jovem se tornasse uma estrela de cinema. Em 1954, um ano depois de brilhar com Clark Gable e Ava Gardner em Mogambo (1953), ganhou o papel de protagonista no clássico suspense Disque M para Matar, de Alfred Hitchcok.

Ainda em 54, novamente sob a direção de Hitchcok, ela deslanchou com outro clássico da telona: Janela Indiscreta.

A carreira meteórica e cheia de sucesso de Grace Kelly foi interrompida de forma espontânea depois que ela conheceu o príncipe Rainier, em 1955, ao ser convidada pelo governo francês para participar do festival de Cannes.

O conto de fadas se concretizou com o casamento dos dois. Rainier finalmente encontrou uma mulher, fato que garantiria a manutenção da independência de Mônaco após sua morte - sem herdeiros, o principado voltaria ao comando da França -, e Grace Kelly se casou com um pretendente que agradava aos pais.

Longe das telas, mas não dos holofotes, Grace, agora conhecida como Princesa Grace de Mônaco, teve três filhos com Rainier: Caroline (nascida em 1957), Albert (1958) e Stephanie (1965).

Apesar da vida de princesa em Mônaco, biógrafos e amigos relatam que a atriz não era muito feliz longe de casa e sentia falta da vida nos Estados Unidos.

Ciumento, Rainier determinou que os filmes da mulher fossem banidos do principado. O conto de fadas terminou em 14 de setembro de 1982, quando Grace Kelly morreu em um acidente de carro em Mônaco, aos 52 anos.

Muitos boatos cercam a sua morte. Uma das teorias sobre o acidente diz que Grace foi vítima de uma conspiração armada por tradicionalistas insatisfeitos pelo fato de uma estrangeira ser a primeira-dama do principado.

Fontes: Wikipedia - a enciclopédia livera; Notícias Terra - Grace Kelly, a atriz que virou princesa.
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Sharon Tate


A atriz Sharon Tate, nascida em Dallas em 24 de janeiro de 1943, de uma beleza esfuziante e com carreira em ascenção depois de atuar em “Vale das Bonecas” (1967), de Mark Robinson, e “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski (com quem se casaria em 1968), foi assassinada brutalmente naquele agosto de 1969.

Já era quase meia noite de 9 de agosto de 1969 quando um homem e três mulheres subiram em um poste telefônico e cortaram a linha da propriedade de estilo country da 10050 Cielo Drive, na Califórnia. Enviados pelo serial killer Charles Manson, Charles Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkel tinham uma missão naquela noite: destruir a casa de Terry Melcher e matar todo mundo que estivesse lá.

A obsessão de Manson por Melcher começou um ano antes, quando ambos foram apresentados pelo Beach Boy Dennis Wilson. Na época, o serial killer era um compositor de rock iniciante que queria um contrato. Terry Melcher se recusou a fechar um negócio.

Em março de 1969, Manson descobriu que Terry Melcher não morava mais na casa da Cielo Drive. O assassino foi procurar o músico na propriedade, apenas para descobrir que ela havia sido alugada pelo cineasta Roman Polanski e sua esposa, a atriz Sharon Tate. A ordem de destruição de propriedade e assassinato foi dada no dia 8 de agosto, e concretizada a sangue frio uma noite depois.

Polanski estava em Londres trabalhando em um filme, mas a casa não estava vazia. Além de Tate, estavam Wojciech Frykowski, amigo do cineasta, Jay Sebring, amiga da atriz, e a cabeleireira Abigail Folger.

Os quatro integrantes da família Manson encontraram primeiro Frykowski, que após ser agredido, ouviu de Susan Atkins "Eu sou o demônio, e vim aqui para fazer o trabalho do demônio". Todos então foram levados para uma sala, amarrados e esfaqueados brutalmente.

Em sua biografia, Charles Watson contou que esfaqueou Tate dezesseis vezes, enquanto ela implorava por misericórdia para ter seu filho. A atriz teria implorado para viver o suficiente apenas para dar a luz, até morrer dizendo apenas "mãe... mãe...". Antes de deixarem a casa, Susan Atkins ainda escreveu a palavra "porco" com o sangue da atriz na porta principal.


Os assassinos e Manson foram presos apenas em dezembro de 1969. O julgamento da Família Manson começou em 1970, mas terminou apenas em 1971. Todos foram condenados à pena de morte, mas tiveram suas sentenças reduzidas para prisões perpétuas. Linda Kasabian, porém, foi liberada por ter sido testemunha de acusação no mesmo ano.

Embora Manson tenha se tornado um completo recluso na prisão, Patricia Krenwinkel se tornou professora na cadeia, e é conhecida por seu comportamento exemplar. Já Charles Watson poderá tentar liberdade condicional em 2011, quando terá 65. Ele se converteu ao cristianismo e escreveu uma biografia sobre a Família Manson. Susan Atkins está com um câncer no cérebro, considerado uma doença terminal. Neste ano, seus advogados pediram misericórdia à Suprema Corte norte-americana, mas tiveram seu requerimento negado em junho.

Fontes: http://anos60.wordpress.com; http://www.rollingstone.com.br.
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Natalie Wood


A atriz Natalie Wood nasceu em San Francisco - Califórnia, em 20 de Julho de 1938. Seu nome de batismo era Natasha Nikolaevna Gurdin. Casou três vezes, duas com Robert Wagner, o primeiro casamento durou de 1957 a 1962 e o segundo de 1972 até sua morte em 1981, o outro esposo de Natalie foi Richard Gregson, a união durou de 1969 a 1971. Natalie morreu afogada na Ilha de Santa Catalina, em 29 de Novembro de 1981.

A atriz tinha três filhos, Natasha Gregson Wagner (pai Richard Gregson), Courtney Wagner (pai Robert Wagner) e Katie Wagner (enteada). Indicações ao Oscar: "Juventude Transviada" (1955), "Splendor In The Grass" (1961), "Love With the Proper Stranger" (1963). Mas o papel que mais marcou, foi o da jovem porto-riquenha "Maria", no musical "West Side History".

Natalie passou a ter um terrível medo de se afogar depois de sobreviver a um afogamento durante as filmagens de "The Green Promise", quando era criança. Ela dizia em entrevistas que amava ficar envolta da água, mas não dentro dela. É irônico que tenha sido o seu maior temor, a causa de seu falecimento.

A enciclopédia do crítico de cinema Leonard Maltin escreveu sobre Natalie: "É uma das ironias mais dolorosas que uma atriz que deu ao mundo tanto prazo, tanto quando criança quando adulta, deveria ser lembrada, principalmente pela forma infeliz e misteriosa que ela morreu". Sua atriz favorita era Vivien Leigh.


Fonte: http://www.nostalgiabr.com/biografias/nataliewood.htm
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Hedy Lamarr

Hedy Lamarr em "White Cargo" (1942) - Sucesso da MGM
Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, (Viena, 9 de Novembro de 1913 — Altamonte Springs, 19 de Janeiro de 2000). Nasceu em Viena, Áustria, de pais judeus. A mãe, Gertrud (nascida Lichtwitz), era uma pianista de Budapeste, vinda de uma família burguesa, e o pai, Lemberg, nascido Emil Kiesler, um diretor bancário. Hedy estudou bale e piano até os 10 anos de idade.

Quando, mais tarde, trabalhou com Max Reinhardt, em Berlim, foi considerada, por ele, a "mais bela mulher da Europa". Durante a adolescência, fez diversos papéis em filmes alemães, ao lado de atores como Heinz Rühmann e Hans Moser.

No início de 1933 estrelou o filme de Gustav Machatý, Ecstasy, um filme tcheco feito em Praga, que a deixou famosa por aparecer nua, correndo por entre folhagens, mergulhando em um lago e simulando um ato sexual com direito a closes do orgasmo. O marido, milionário e ciumento, gastou uma fortuna na tentativa de readquirir e destruir cópias da película.

Em agosto de 1933, Hedy casou com Friedrich Mandl, um vienense fabricante de armas 13 anos mais velho, com o qual ficou casada durante 4 anos. Em sua autobiografia, Ecstasy and Me, Lamarr descreveu Mandl como um homem extremamente controlador, que tentava mantê-la trancada em sua mansão. Hedy acompanhou o marido em diversos jantares com a ascendente elite nazista, com a qual Mandl tinha relações. De acordo com sua autobiografia, em 1937 persuadiu Mandl a autorizá-la a comparecer a uma festa usando todas as suas jóias, depois o drogou e, com a ajuda de uma empregada, escapou do país levando consigo as valiosas jóias.

Lamarr inicialmente esteve em Paris, depois foi para Londres, onde conheceu Louis B. Mayer, trocando seu nome para Hedy Lamarr, em homenagem à estrela do cinema mudo Barbara La Marr, que morreu em 1926, de overdose.

Em Hollywood, sua estreia foi em Algiers (1938). Entre seus muitos filmes, destacam-se: Boom Town (1940), White Cargo (1942), e Tortilla Flat (1942), baseado no romance de John Steinbeck. White Cargo, um dos maiores sucessos de Lamarr na MGM, contém um de seus mais famosos "quote": "I am Tondelayo".

Sanson and Delilah - 1949
Em 1941, atuou ao lado de 2 outras belas de Hollywood, Lana Turner e Judy Garland no musical Ziegfeld Girl. Hedy fez 18 filmes entre 1940 e 1949, apesar de ter tido dois filhos durante essa época (em 1945 e 1947).

Deixou a MGM em 1945; Lamarr estrelou seu maior sucesso, a Dalila, de Samson and Delilah, filme de Cecil B. DeMille, em 1949, ao lado de Victor Mature. Em seguida, estrelou a comédia My Favorite Spy, ao lado de Bob Hope, em 1951, e sua carreira entrou em declínio. Esporadicamente estrelou filmes após 1950, um dos quais como Joanna D’Arc no épico de Irwin Allen The Story of Mankind (1957).

Lamarr naturalizou-se norte-americana em 10 de abril de 1953.

Fonte: Wikipedia.
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Claudia Cardinale


A atriz Claudia Cardinale (Claude Josephine Rose Cardinale), nasceu em Túnis, Tunísia, em 15 de abril de 1939. Seus pais eram sicilianos.

Iniciou sua carreira no cinema após ganhar um concurso de beleza em 1957. Seu primeiro filme foi Goha em (1958), neste mesmo ano ela fez um pequeno papel no sucesso internacional I soliti ignoti. No início, a sua carreira foi praticamente conduzida pelo produtor Franco Cristaldi.

Nos anos 60 ela apareceu em muitos filmes italianos incluíndo: O Leopardo, Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti e de Federico Fellini (todos de 1963) e no épico western de Sergio Leone, Era Uma Vez no Oeste, 1968.

A sua carreira no circuito americano de cinema não progrediu devido a sua falta de interesse em deixar a Europa. Os seus filmes em Hollywood incluem Circus World (1964), A Pantera Cor-de-rosa (1964) e The Hell With Heroes (1968).

Pode-se dizer que ela atuou em mais filmes de qualidade que os seus contemporâneos. Algumas das suas atuações consideradas memoráveis são: em Vagas Estrelas da Ursa Maior, de Visconti, onde interpreta uma sobrevivente do Holocausto que desenvolve uma relação incestuosa com o irmão.

Em La Storia, de Luigi Comencini, com a sua interpretação de uma viúva durante a segunda guerra mundial. Além desses filmes, podemos citar também La ragazza con la valigia de Valerio Zurlini e Libera de Mauro Bolognini.

Ela permanece ativa no cinema europeu, seus últimos filmes incluem Qui comincia l'avventura (1975), Fitzcarraldo (1982), La Storia (1985) e Un homme amoureux (1987).

Fonte: Wikipedia.
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Maureen O'Sullivan, a primeira Jane


A atriz irlandesa Maureen O'Sullivan apareceu em mais de 60 filmes de 1930-1986, e foi mãe de sete filhos, incluindo a atriz Mia Farrow.

Nascida na pequena cidade de Boyle, Condado de Roscommon, na Irlanda, em 1911 e educada num convento, em Londres, O'Sullivan foi descoberta pelo diretor de Hollywood Frank Borzage em Dublin International Horse Show e a levou a Hollywood.

Sua primeira aparição como a Jane de Tarzan (Johnny Weissmuller) foi em "Tarzan the Ape Man" (1932). Ela viria a fazer seis filmes de Tarzan e todos sob a bandeira da MGM, entre eles "Tarzan e sua companheira" (1934), e "Tarzan's Secret Treasure" (1941).

Uma das últimas aparições de O'Sullivan no cinema foi com a filha Mia no filme de Woody Allen, 1985, "Hannah e Suas Irmãs", interpretando a mãe da personagem da filha.

Maureen faleceu em junho de 1998, com 87 anos de idade.

Fonte: http://www.cnn.com/
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Jean Harlow, a Vênus Platinada

Jean Harlow (Harlean Carpentier), atriz de cinema, nasceu em Kansas City, Missouri, em 3 de março de 1911, e faleceu em Los Angeles, Califórnia, em 7 de junho de 1937. Antecessora de Marilyn Monroe e conhecida mundialmente como a Vênus Platinada, foi a primeira atriz loira a explorar seu sex-appeal. Era filha de um bem sucedido dentista e de uma dona-de-casa.

Aos 16 anos de idade fugiu de casa para se casar com o jovem empresário Charles McGrew, o casal logo mudou para Los Angeles, onde ela iniciou sua carreira.

Jean começou em Hollywood como figurante até 1929, quando Howard Hughes, que estava refilmando "Hell's Angels" (1930) em versão falada, encantou-se por ela. Nessa mesma época seu casamento acabou em divórcio. Terminado o filme, Jean fez uma turnê pelo país em divulgação do mesmo. Infelizmente, Hughes não tinha outros projetos para ela e acabou por vender seu contrato a MGM. A partir dai sua carreira decolou.

Jean e Howard Hughes
Em 1932, casou-se com um assistente de Irving Thalberg na MGM, Paul Bern. A relação dos dois era muito conturbada. Ironicamente, a deusa sensual das telas escolheu para marido um homem impotente, sexualmente falando. Ele passou a agredi-la, devido a sua frustração. A situação logo se tornou insuportável. O casal vivia de aparências. Então, certo dia, enquanto Jean estava no estúdio, Bern se matou com uma pistola de calibre 38, encharcado do perfume favorito da esposa, Mitsouko.

Em 1933 casou-se novamente com o cineasta Harold Rosson, acabando por se divorciar oito meses depois.

Estrelou em mais de trinta filmes em uma carreira que durou apenas dez anos, até 1937. Durante as filmagens de Saratoga, a saúde da atriz estava debilitada e em 29 de maio de 1937 Harlow teve um colapso no set e o diretor a mandou para casa para descansar. O que aconteceu depois disso permanece um mistério.

Acredita-se que Jean ficou uma semana de cama com náuseas, pois sua mãe, com quem ela vivia, freqüentava uma seita (Ciência Cristã) no qual se acreditava que todas as doenças do corpo eram curáveis apenas com o poder da mente. Outros dizem que a própria Jean se recusou a ser internada e passar por uma cirurgia. Ela estava sentindo dores terríveis — provavelmente uma seqüela das agressões de Bern.

Jean Harlow em "Red Dust", 1932.

Fraca, já não conseguia se levantar da cama. Landau custou para retirá-la de casa, pois sua mãe insistia que a filha não precisava de tratamento. Existe uma imagem da época — uma rara fotografia — no qual o agente a carrega em seus braços, e pode-se ver o estado no qual ela está, principalmente o quão roxas estão as veias do seu pé.

Harlow é internada. Está sofrendo de uremia, e não há muito que fazer. Os medicamentos são inúteis, devido à demora do tratamento. Às onze horas e trinta e seis minutos do dia seis de junho de 1937, seus olhos fecham-se completamente.

Jean está enterrada no Forest Lawn Memorial Park, na Califórnia. No grande mausoléu particular dela, não vimos referência ao seu nome, apenas a inscrição “Our Baby” — Nosso Bebê, como ela sempre preferiu ser chamada.

Filmografia

1937 - Saratoga (br: Saratoga)
1937 - Personal Property (br: Seu Criado, Obrigado)
1936 - Libeled Lady (br: Casado com Minha Noiva)
1936 - Suzy (br: Suzy)
1936 - Wife vs. Secretary (br: Ciúmes)
1936 - Riffraff (br: Sindicato da Vida)
1935 - China Seas (br: Mares da China)
1935 - Reckless (br: Tentação dos Outros)
1934 - The Girl from Missouri (br: Boca Para Beijar)
1933 - Bombshell (br: Mademoiselle Dinamite)
1933 - Dinner at Eight (br: Jantar às Oito)
1933 - Hold Your Man (br: Amar e Ser Amada)
1932 - Red Dust (br: Terra de Paixão)
1932 - Red-Headed Woman (br: A Mulher Parisiense dos Cabelos de Fogo)
1932 - The Beast of the City (br: A Fera da Cidade)
1932 - Three Wise Girls
1931 - Beau Hunks
1931 - Platinum Blonde (br: Loura e Sedutora)
1931 - Goldie (br: Por uma Mulher)
1931 - Iron Man
1931 - The Public Enemy (br: O Inimigo Público Número Um)
1931 - The Secret Six (br: A Guarda Secreta)
1931 - City Lights (br: Luzes da Cidade)
1930 - Hell's Angels (1930) (br: Anjos do Inferno)
1929 - New York Nights (br: Noites de Nova York)
1929 - Weak But Willing
1929 - This Thing Called Love
1929 - The Love Parade (br: Alvorada do Amor)
1929 - The Saturday Night Kid (br: Uma Pequena das Minhas)
1929 - Bacon Grabbers (br: Príncipe Sem Sorte)
1929 - Masquerade
1929 - Thundering Toupees
1929 - Double Whoopee
1929 - The Unkissed Man
1929 - Close Harmony
1929 - Why Is a Plumber?
1929 - Why Be Good?
1929 - Fugitives (br: Os Fugitivos)
1929 - Liberty
1928 - Chasing Husbands
1928 - Moran of the Marines
1928 - Honor Bound

Fontes: Wikipédia; Cinema Clássico.
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