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sábado, 2 de fevereiro de 2013

A pequena Virgínia Lane

Virgínia Lane (Virgínia Giacone), cantora e vedete, nasceu em 28/2/1920 no Rio de Janeiro, RJ. Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou, em seguida, no Instituto Lafayette (famoso colégio situado no bairro carioca de Botafogo), chegando depois a cursar o primeiro ano de Direito. Estudou um período com Maria Olenewa na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1943, iniciou sua carreira, trabalhando como corista do Cassino da Urca. Por intermédio do maestro Vicente Paiva, tornou-se "crooner" de sua orquestra e, além de atuar no Cassino, passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1945, depois de apresentações na Rádio Splendid e na boate Tabaris, de Buenos Aires, fixou residência na capital argentina por três anos. Em 1946 lançou pela Continental, seu primeiro disco interpretando a marcha Maria Rosa, de Oscar Bellandi e Dias da Cruz e o samba Amei demais, de Ciro de Souza e J. M. da Silva.

Quando voltou ao Brasil, em 1948, atuou como vedete na revista Um milhão de mulheres, de Chianca de Garcia, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A revista rendeu-lhe muito sucesso, o que lhe possibilitou um contrato com a companhia de Walter Pinto, no qual trabalhou por quatro anos em espetáculos no Teatro Recreio.

Em 1951, lançou seu grande sucesso, a marchinha Sassaricando, de Luís Antônio, Zé Mário, pseudônimo de Jota Júnior e Oldemar Magalhães, cantada por ela na revista Eu quero sassaricá, de Luís Iglesias e Freire Júnior, e gravada pela Todamérica em novembro de 1951. A música foi feita de encomenda para a revista Jabaculê de penacho, produzida por Walter Pinto que, adorando o tema, resolveu trocar o nome da revista. O sucesso foi tanto, que a música acabou criando a expressão maliciosa "sassaricar".

A partir de 1952, trabalhou no Teatro Carlos Gomes. No mesmo ano, gravou as marchas Santo Antônio casamenteiro, de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e Balão, de Luiz Antônio. Foi eleita Rainha das Atrizes, pela Casa dos Artistas. Destacou-se em programas da TV Tupi (Espetáculos Tonelux) na década de 1950.

Em 1953, fez sucesso com a marcha Zé Corneteiro, de Lalá Araújo. Em 1954, gravou com sucesso a Marcha do fiu-fiu, que ela assinou com Nelson Castro e Marcha da pipoca, de Luiz Bandeira e Arsênio de Carvalho, de sentido malicioso ou de duplo sentido.

Em 1955 lançou o maxixe No balaio de sinhá, de Arsênio de Carvalho; o samba Portão da casa do Juca, de Rubens Silva e Loé Moulin e Chorinho gostoso, de sua autoria. Em 1956, gravou os cha-cha-chas Aprenda o cha-cha-cha, de C. Garcia e Hello e Um beijinho por telefone, de M. Perdomo, ambos com versão de Alberto Ribeiro.

Em 1957, gravou as marchas É baba de quiabo, de sua parceria com Arsênio de Carvalho e Madame sapeca, de José Roberto e José Batista. Em 1958, gravou Lanterninhas multicores, marcha de sua autoria; Santo Antônio vai me abençoar, baião de Nelson Castro e José Batista e Que palhaço, marcha de sua parceria com William Duba.

Gravou 24 discos em 78 rpm, um pela Continental e os outros pela Todamérica, principalmente com marchinhas de temas maliciosos ou humorísticos, apesar de ter gravado sambas também.

Em 1960, gravou dois discos pela etiqueta Carroussel, incluindo as marchas Meu América, campeão carioca de futebol daquele ano, de Nelson Castro e Marcha da vitória, de Hélio Nascimento, Mirabeau e J. Gonçalves.

No início do ano 2000, continuava a se apresentar em bailes populares de carnaval, na Cinelândia no Rio de Janeiro, com grande agrado do público. Foi uma das artistas de maior prestígio no governo de Getúlio Vargas que, além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um romance com ela.



Fonte: Cantoras do Brasil - Virgínia Lane
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Elvira Pagã

Elvira, vedete dos teatros de revista na década de 50, um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro, foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Com seu corpo perfeito para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade, promoveu Copacabana internacionalmente e foi a primeira Rainha do Carnaval Carioca. Veio a ser a primeira mulher a usar biquíni no Brasil: um dia, na praia de Copacabana, ela rasgou o maiô (pelo que consta, feito de um tecido de penugem dourada) e o adaptou ao modelo de duas peças, que só se usava no teatro rebolado, chegando a ficar conhecida fora do Brasil por isso.

Elvira Pagã (Elvira Cozzolino), cantora, atriz, vedete e compositora, nasceu em Itararé/SP em 6/9/1920 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 8/5/2003. Sua família mudou para o Rio de Janeiro quando ela ainda era criança. Estudou com a irmã, Rosina Pagã, no colégio Imaculada Conceição em Botafogo.

Realizava com sua irmã inúmeras festas das quais participavam inúmeros artistas entre os quais os integrantes do Bando da Lua. Em 1935 cantaram com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, sendo apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs.

Atuaram na Rádio Mayrink Veiga. Ao todo Elvira gravou 13 discos com a irmã. Em 1935, atuaram no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1936, no filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Ainda com a irmã, excursionou por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile. Em 1940, casou-se e encerrou a dupla com a irmã.

O mito sexual

Vedete dos teatros de revista na década de 50, um dos mitos sexuais do Rio de Janeiro. Foi das primeiras brasileiras a explorar o impacto do nudismo, nos anos 50 e 60, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Com seu corpo perfeito para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade, promoveu Copacabana internacionalmente e foi a primeira Rainha do Carnaval Carioca.

Elvira Olivieri Cozzolino expunha o corpo e idéias bastante avançadas para os anos 50 e veio a ser a primeira mulher a usar biquini no Brasil. Era uma figura muito divertida, como se pode ver ainda hoje nas chanchadas de que ela participou, algumas bem conhecidas como "Carnaval no Fogo", e, principalmente, ousadíssima pra época. Um dia, na praia de Copacabana, ela rasgou o maiô (pelo que consta, feito de um tecido de penugem dourada) e o adaptou ao modelo de duas peças, que só se usava no teatro rebolado, chegando a ficar conhecida fora do Brasil por causa disso.

Fez oito filmes ao todo, entre eles O Bobo do Rei (1936), Cidade-Mulher (1936), Alô, Alô Carnaval (1936), Dominó Negro (1939), Laranja-da-China (1940), Carnaval no Fogo (1949), Aviso aos Navegantes (1950) e Écharpe de Seda (1950). Rainha do Carnaval durante muitos anos ao longo da década de 50, instituiu o erotismo nos bailes quentes da época, tipo Boate Arpège, Cassino Icaraí. Foi também a primeira a fazer plástica nos seios. Posou nua e distribuiu a foto como cartão de Natal. No auge da carreira, lançou um livro chamado "Elvira Pagã - Vida e Morte".

Casou-se aos 13 anos com um homem de 39 e vivia num apartamento em Copacabana, sustentada pela irmã viúva de um milionário americano. Excursionando por todo o Brasil e conhecida no exterior como The Original Bikini Girl e The Brazilian Buzz Bomb, Elvira não desistia de afrontar a moral, provocando verdadeiras enchentes nos cabarés e teatros de rebolado. Depois de operar os seios, posou nua e distribuiu a fotografia como cartão de Natal, reafirmando-se como sinônimo de escândalo, atentado ao pudor, imoralidade. Por seus atributos físicos e audácia provocou incontáveis e devastadoras paixões, confessando numa de suas últimas entrevistas: “Foi uma orgia só”.

O perigoso bandido Carne Seca forrou a sua cela com fotos dela, e numa em que a vedete encosta-se numa pele de onça, lia-se a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”. Desesperado, o marginal tentou fugir da prisão inúmeras vezes. Nos anos 60 ela se recolheu, como faria Odete Lara na década seguinte. Saiu da vida artística e da vida social. Dizia não precisar de amantes e se intitulava sacerdotisa, ligada a discos voadores e à Atlântida, criando uma seita, Doutrina da Verdade. Rita Lee, que fez uma música chamada "Luz del Fuego", no tempo do Tutti Frutti, fez depois, com o Roberto de Carvalho, uma outra chamada "Elvira Pagã". Elvira faleceu aos 80 anos, em 8 de maio de 2003.

Fontes: Memorial da Fama - Elvira Pagã.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Joi Lansing

Joi Lansing (Joyce Rae Brown), modelo, cantora de  boate e atriz de cinema e televisão, nasceu em Salt Lake City, Utah, EUA, em 06/04/1929, e faleceu em Santa Monica, California, EUA, em 07/08/1972. Filha de  Jack Glenn Brown, um vendedor de sapatos, e de Grace Virginia Brown, uma dona de casa. Ela viria a ser conhecida, também, como Joyce Wassmansdorff, que era o sobrenome de seu padrasto.

Por causa de sua boa aparência, ela estreou na carreira de modelo, adolescente ainda, e foi extremamente bem sucedida ao longo de 1940. Era natural que seus dotes físicos a levassem para a silver screen.

A carreira cinematográfica de Lansing teve início em 1948, onde fez papel de modelo em "The Counterfeiters" (1948), "Travessuras de Julia" (1948) e "Desfile de Páscoa" (1948). Estava com apenas 20 anos. Sua atuação não era exatamente perfeita no início, mas os produtores não se importavam - ela havia sido contratada por causa de sua aparência e seu corpo.

Em 1952, ela desempenhou um papel não creditado no filme "Cantando na Chuva", da MGM. Ela recebeu um salário superior no filme "Hot Cars" (1956). Na seqüência de abertura do filme de de Orson Welles "A Marca da Maldade" (1958), ela aparece como Zita, a dançarina que morre no final do famoso tiroteio, durante o qual sua personagem exclama a um guarda de fronteira: "não paro de ouvir este ruído insistente dentro da minha cabeça!".

Lansing teve um pequeno papel como a namorada de um astronauta no clássico de ficção científica "Queen of Outer Space", de 1958. Durante os anos 50, ela estrelou musicais de curta-metragem para o sistema Scopitone de jukebox. Suas canções incluem "The Web of Love" e "The Silencers".

Joi Lansing faleceu em 7 de agosto de 1972, vítima de câncer nos seios.


Filmografia

The Counterfeiters (1948)
Easter Parade (1948)
Julia Misbehaves (1948)
Blondie's Secret (1948)
Take Me Out to the Ball Game (1949)
Neptune's Daughter (1949)
The Girl from Jones Beach (1949)
In the Good Old Summertime (1949)
On the Riviera (1951)
Pier 23 (1951)
FBI Girl (1951)
Two Tickets to Broadway (1951)
Singin' in the Rain (1952)
The Merry Widow (1952)
The French Line (1954)
Son of Sinbad (1955)
Finger Man (1955)
Hot Cars (1956)
Hot Shots (1956)
The Brave One (1957)
Touch of Evil (1958)
Queen of Outer Space (1958)
A Hole in the Head (1959)
It Started with a Kiss (1959)
But Not for Me (1959)
The Atomic Submarine (1959)
Who Was That Lady? (1960)
Marriage on the Rocks (1965)
Hillbillys in a Haunted House (1967)
Bigfoot (1970)

Fontes: Memorial da Fama; Wikipedia.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A alegre e ruiva Ann Margret

Alegre e ruiva, virou símbolo sexual de hollywood dos anos 60. Sueca, a adolescente Ann Margret cantava com uma banda quando George Burns a descobriu. Estreou nas telas em Dama por um Dia, mas foi sua tórrida aparição como cantora no Oscar de 1962 que a transformou em estrela.

Ann Margret (Ann-Margret Olsson), atriz, cantora e dançarina, nasceu em Valsjobyn, Suécia, em 28/04/1941. Mudou-se muito jovem para os EUA. Ainda adolescente, cantou em uma banda, e em uma de suas apresentações George Burns a viu e logo percebeu que ela tinha muitas possibilidades de sucesso. Foi então que a convidou para atuar em seu espetáculo, na cidade de Las Vegas.

Assim que percebeu o universo de Hollywood, Ann-Margret se sentiu fortemente atraída por este meio artístico, e em pouco tempo já estreava nas telas de cinema interpretando uma personagem inocente no filme “Dama por Um Dia”, a filha da personagem interpretada por Bette Davis.

Murderers' Row (1966)
Na glamourosa cerimônia de entrega da mais importante premiação do cinema, o Oscar, no ano de 1962, Ann-Margret fez uma aparição torrida cujo efeito foi a sua transformação em estrela, quase que imediatamente, o que lhe proporcionou um ótimo contrato de trabalho em uma série contendo seis filmes, estando incluído entre eles o filme “Adeus Amor”, de 1963.

Nas telas de cinema e mesmo fora delas Ann-Margret teve atuações marcantes, foi par de Elvis Presley no filme “Amor a Toda Felicidade”, no ano de 1964.

John Kennedy, em seu último aniversário ainda como presidente dos Estados Unidos, mereceu uma festa na qual Ann-Margret cantou especialmente para ele.

Apesar de sucesso quase que instantâneo, esta bela mulher sofreu com a própria decadência que veio quase tão rápida quanto a fama, mas ela se recuperou trabalhando como dançarina na cidade de Las Vegas.

Muitos anos depois, em 1971, Ann-Margret retorna as telas de cinema com o filme chamado “Ânsia de Amar”, que também foi determinante para lhe trazer de volta o prestígio que havia perdido. No ano de 1975 fez uma atuação bastante insinuante que lhe trouxe admiradores novos.

Em 1984 em “Uma Rua Chamada Pecado”, sua atuação também agradou muito.

The Swinger (1966)

Curiosidades

No ano de 1972 Ann-Margret foi vítima de uma queda grave, quase fatal, em um palco da cidade de Las Vegas. Deste acidente Ann-Margret ficou com lesões múltiplas.

Posteriormente teve problemas envolvendo o alcoolismo, mas apesar de todos os problemas por ela enfrentados, no ano de 1993 ela volta a brilhar no filme “Dois Velhos Rabugentos”, e mesmo aos 50 anos de idade demonstrou a todos o seu forte poder de sedução.

Filmes

Bye Bye Birdie  (1963)
•  A Handful of Beans (2010)
•  All's Faire in Love (2009)
•  The Loss of a Teardrop Diamond (2008)
•  Memory (2006)
•  The Santa Clause 3: The Escape Clause (2006)
•  The Break-Up (2006)
•  Taxi (2004)
•  A Place Called Home (2004)
•  Interstate 60: Episodes of the Road (2002)
•  A Woman's a Helluva Thing (2001)
•  Blonde (2001)
•  The Last Producer (2000)
•  Any Given Sunday (1999)
•  Happy Face Murders (1999)
•  Life of the Party: The Pamela Harriman Story (1998)
•  Blue Rodeo (1996)
•  Seduced by Madness: The Diane Borchardt Story (1996)
•  Grumpier Old Men (1995)
•  Following Her Heart (1994)
•  Nobody's Children (1994)
•  Grumpy Old Men (1993)
•  Newsies (1992)
•  Our Sons (1991)
•  A New Life (1988)
•  A Tiger's Tale (1987)
•  The Two Mrs. Grenvilles (1987)
•  52 Pick-Up (1986)
•  Twice in a Lifetime (1985)
•  A Streetcar Named Desire (1984)
•  Who Will Love My Children? (1983)
•  Lookin' to Get Out (1982)
•  I Ought to Be in Pictures (1982)
•  The Return of the Soldier (1982)
•  Middle Age Crazy (1980)
•  The Villain (1979)
•  Magic (1978)
•  The Cheap Detective (1978)
•  The Last Remake of Beau Geste (1977)
•  Joseph Andrews (1977)
•  Folies bourgeoises (1976)
•  Tommy (1975)
•  The Train Robbers (1973)
•  Un homme est mort (1972)
•  Dames at Sea (1971)
•  Carnal Knowledge - Ânsia de Amar (1971)
•  Swing Out, Sweet Land (1970)
•  C.C. and Company (1970)
•  R.P.M. (1970)
•  Rebus (1969)
•  Sette uomini e un cervello (1968)
•  Il profeta (1968)
•  Il tigre (1967)
•  Murderers' Row (1966)
•  The Swinger (1966)
•  Stagecoach (1966)
•  Made in Paris (1966)
•  The Cincinnati Kid - A mesa do diabo (1965)
•  Once a Thief - A Marca de um erro (1965)
•  Bus Riley's Back in Town (1965)
•  The Pleasure Seekers (1964)
•  Kitten with a Whip (1964)
•  Viva Las Vegas - Amor a toda velocidade (1964)
•  Bye Bye Birdie - Adeus, Amor (1963)
•  State Fair (1962)
•  Pocketful of Miracles - Dama por um dia (1961)

Fontes: Cinema Clássico, NostalgiaBR, CulturaMix.
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